terça-feira, 3 de março de 2020

O que é coronavírus?

Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus que podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a pneumonia.
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Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral que infecta animais e seres humanos. Os coronavírus são conhecidos desde os anos 1960. No final de 2019, um novo coronavírus (chamado de 2019-nCoV) foi identificado como causa de um conjunto de casos de pneumonia na China. Outros casos foram identificados também em outros países como Ásia, Austrália, França, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Brasil. O 2019-nCoV apresenta uma grande semelhança com os coronavírus dos morcegos. É provável que os morcegos sejam a fonte principal do coronavírus, mas ainda não se sabe se a transmissão ocorre diretamente dos morcegos para os humanos. Os coronavírus humanos normalmente causam infecções respiratórias leves ou moderadas e de curta duração. Porém, 1 a cada 5 infecções pelo 2019-nCoV apresenta sintomas graves, como insuficiência respiratória e choque séptico. Durante as epidemias, as infecções por coronavírus podem ser responsáveis por 1 a cada 3 infecções do trato respiratório. Os sintomas mais comuns são febre, tosse, dor no corpo, cansaço, dor de garganta, coriza (catarro) e falta de ar. Em pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares, com o sistema imunológico comprometido ou em idosos e bebês, a chance do vírus causar infecções graves é maior. A maioria dos casos que evoluíram para óbito ocorreram em pacientes que já possuíam outros problemas de saúde. Além disso, o coronavírus pode causar diarreia em bebês e crianças. A principal forma de transmissão dos coronavírus é pelo contato próximo com uma pessoa infectada pelo vírus, através do ar ou do contato direto com secreções da pessoa infectada. Portanto, a principal maneira de evitar a infecção com o coronavírus é evitando o contato com pessoas doentes, além de lavar com regularidade as mãos utilizando água e sabão e evitando tocar os olhos, nariz e boca. Os sintomas aparecem 2 semanas após a transmissão do coronavírus. A maioria dos casos é diagnosticado por meio dos sintomas clínicos, mas o exame de reação em cadeia da polimerase (PCR) de amostras do trato respiratório (como o escarro) pode confirmar o diagnóstico. A compreensão deste novo coronavírus está evoluindo rapidamente, porém, ainda há diversas dúvidas e não há uma vacina e nem tratamento específico para o coronavírus, sendo o tratamento atual baseado em cuidados ao paciente.

Referências:
UpToDate. McIntosh, Kenneth. Coronaviruses. Informação atualizada em: 31 jan. 2020. Disponível em: http://www.sibi.usp.br/. Acesso em: 31 jan. 2020.

BRANDÃO, Marcelo. Brasil tem três casos suspeitos de coronavírus, diz ministro: Há notificação de pacientes com suspeitas do vírus em MG, RS e PR. ed. Brasília: Agência Brasil, 28 jan. 2020.

WEISSMANN, Leonardo et al. Informe da Sociedade Brasileira de Infectologia sobre o novo coronavírus: perguntas e respostas para profissionais da saúde e para o público em geral. São Paulo: SBI, 24 jan. 2020.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Assessoria de Comunicação. Coronavírus: entenda a doença: Os coronavírus humanos causam infecções respiratórias brandas a moderadas, de curta duração. Não há casos confirmados no Brasil. [S. l.]: Ascom/Anvisa, 23 jan. 2020. 

Autor do resumo:
Gustavo José Miranda da Cunha

Revisor do resumo:
Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão

Observação:
Geralmente, o Projeto Fale com o Dr. Risadinha busca informações com alto nível de evidência científica para fornecer respostas seguras e confiáveis ao seu público. Mas por se tratar de assunto novo, muitas informações sobre coronavírus e COVID-19 são opiniões de especialistas, carecendo de mais estudos científicos que as comprovem.


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