segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O que é sífilis congênita?



Sífilis congênita é uma doença em um recém-nascido causada pelo micro-organismo Treponema pallidum transmitido durante a gestação.

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A mulher adquire a sífilis, infecção causada por um micro-organismo chamado Treponema pallidum, por transmissão sexual. Quando a mulher está infectada pode transmitir o Treponema pallidum para o feto pela placenta, em qualquer momento da gestação. Nesse caso, diz-se que o feto ou o recém-nascido apresenta sífilis congênita. Por isto, os órgãos de assistência à saúde recomendam que o teste da sífilis seja oferecido a todas as gestantes nos primeiros estágios da gravidez, durante o pré-natal. A sífilis, quando presente durante a gestação, tem sérias implicações para a mulher e seu feto, podendo causar o abortamento, a morte do feto dentro do útero, a morte do bebê recém-nascido, ou deixar sequelas graves nos recém-nascidos.  Os principais fatores que determinam a probabilidade de transmissão do Treponema pallidum são o estágio da doença na mãe e a duração da exposição do feto no útero. Há possibilidade de transmissão direta do Treponema pallidum por meio do contato do recém-nascido com o micro-organismo, no canal de parto, se houver lesões nos órgãos genitais da mãe. A incidência deste tipo de infecção é alta em vários países, incluindo o Brasil. Quando uma gestante com sífilis não recebe o tratamento adequado, pode ocorrer aborto espontâneo ou morte do recém-nascido. Quando a mulher adquire a sífilis durante a gravidez, poderá haver infecção com ou sem sintomas nos recém-nascidos. Muitos dos recém-nascidos infectados não apresentam sintomas imediatamente após o nascimento. Nesses casos, o surgimento dos primeiros sintomas geralmente ocorre nos primeiros 3 meses de vida. Por isso, é muito importante que, ainda na maternidade, sejam feitos exames para sífilis no sangue da mãe. A sífilis congênita apresenta dois estágios: precoce, diagnosticada até dois anos de vida, e tardia, diagnosticada após esse período. A sífilis congênita precoce deve ser diagnosticada por meio de uma avaliação criteriosa da mãe e de avaliações clínica, laboratorial e de exames de imagem na criança. Entretanto, o diagnóstico na criança é um processo complexo. Além da prematuridade e do baixo peso ao nascimento, esta doença pode gerar: aumento do fígado e do baço, lesões na pele, problemas respiratórios, rinite, icterícia, alterações nos ossos, como a tíbia, na fronte, o chamado nariz “em sela”, malformações nos dentes e na mandíbula, surdez e dificuldade no aprendizado.

Referência: DynaMed. Congenital syphilis.  Informação atualizada em junho de 2016. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/periodicos. Acesso em: 20 jun. 2016.

Autor do resumo: Cristina Camargo Dalri
Revisor do resumo: Prof. Dr. Fabio Carmona, Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão

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