segunda-feira, 16 de maio de 2016

Qual é o tratamento para púrpura trombocitopênica idiopática (PTI)?



O tratamento da púrpura trombocitopênica idiopática pode ser feito com medicamentos imunossupressores. Casos graves podem precisar de cirurgia ou transfusão.

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O tratamento da púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) tem por objetivo garantir uma contagem de plaquetas alta o suficiente para evitar complicações hemorrágicas, minimizando os efeitos secundários do tratamento. Em crianças, a púrpura trombocitopênica idiopática geralmente desaparece espontaneamente, sem a necessidade de tratamento. Cerca de 80% das crianças com púrpura trombocitopênica idiopática se recuperam completamente dentro de seis meses. Mesmo em crianças que desenvolvem púrpura trombocitopênica idiopática crônica, a recuperação completa ainda pode ocorrer, mesmo anos mais tarde. Nos casos em que não ocorre a recuperação espontânea, alguns medicamentos podem ser usados. Os medicamentos mais comumente usados ​​para tratar a púrpura trombocitopênica idiopática incluem: corticosteroides; imunoglobulina; agonistas dos receptores de trombopoietina; terapia biológica; e imunossupressores.

Os corticosteroides podem ajudar a aumentar a contagem de plaquetas, diminuindo a atividade do sistema imunológico. Uma vez que a contagem de plaquetas volta para um nível seguro, o paciente pode gradualmente parar de tomar o medicamento, conforme a orientação do médico. Em geral, isto leva cerca de duas a seis semanas.

A imunoglobulina intravenosa (IVIG) pode ser prescrita pelo médico se o paciente apresentar sangramento grave ou se houver a necessidade de aumentar rapidamente a sua contagem de plaquetas no sangue, como, por exemplo, para fazer uma cirurgia. Este medicamento é rápido e eficaz, mas o efeito normalmente desaparece em poucas semanas. Os efeitos colaterais da imunoglobulina incluem dores de cabeça, náuseas e febre.

Os agonistas do receptor de trombopoietina ajudam a medula óssea a produzir mais plaquetas, o que ajuda a evitar hematomas e sangramento. Os efeitos colaterais deles incluem dores de cabeça, dores articulares ou musculares, tonturas, náuseas ou vômitos, e um aumento do risco de coágulos sanguíneos.

A terapia biológica, ajuda a reduzir a resposta do sistema imunológico contra as plaquetas. É geralmente usada para pessoas com púrpura trombocitopênica idiopática grave, e nos casos em que corticosteroides não ajudam. Os efeitos colaterais incluem diminuição da pressão arterial, febre, dor de garganta e erupção cutânea.

Em alguns casos, a cirurgia para remoção do baço (esplenectomia) pode ser uma opção. Este procedimento elimina rapidamente a principal fonte de destruição de plaquetas no corpo e melhora a contagem de plaquetas do paciente. A esplenectomia raramente é realizada em crianças devido à elevada taxa de cura espontânea da doença.
Apesar de rara, hemorragia grave pode ocorrer, independentemente da idade ou contagem de plaquetas. Uma hemorragia grave ou generalizada apresenta risco de vida e exige cuidados de emergência. Em situações de emergência, pode ser necessário receber uma transfusão sanguínea contendo plaquetas de forma concentrada.

As seguintes medidas podem ajudar a controlar o risco de hemorragias e outras complicações graves: evitar medicamentos que prejudiquem a função plaquetas, como aspirina e ibuprofeno; e escolher atividades físicas de baixo impacto. O médico pode recomendar evitar esportes competitivos ou outras atividades que podem aumentar o risco de ferimentos e sangramento.

Referência: DynaMed. Immune thrombocytopenia (ITP). Informação atualizada em Ago. 2015. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/periodicos. Acesso em: 13 fev. 2016.

Autor do resumo: Claudio Vinicius de Assis Rondado
Revisor do resumo: Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão, Prof. Dr. Fabio Carmona

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